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20-01-2011 :: IFPI divulgou o Digital Music Report 2011

–       Receitas digitais sobem 6%, para US$ 4,6 bilhões, em 2010, com mais de 400 serviços licenciados.

 

–          Anunciadas em 2010 as primeiras medidas a serem tomadas pelos provedores de acesso à Internet (ISPs) para combater o compartilhamento ilegal em massa de arquivos, na França, Irlanda e Coréia do Sul.


 

–         Progressos são esperados no Reino Unido, na Nova Zelândia, na União Européia e na Malásia em 2011.

 

–         A pirataria afeta empregos e investimentos, de acordo com o Digital Music Report do IFPI

Londres, Janeiro de 2011 – Medidas de combate à pirataria na música digital ganham força em todo o mundo, com a implementação pelos provedores de acesso à Internet de avisos e sanções dissuasivas, que passam a vigorar em três países em 2010, e medidas semelhantes deverão ser tomadas por governos de outros países em 2011.

Já estão em vigor ações de cooperação dos provedores de acesso à Internet, que visam a reduzir substancialmente o compartilhamento ilegal de arquivos na França, Coréia do Sul e Irlanda. Os governos de vários outros países, incluindo Reino Unido, Nova Zelândia e Malásia, devem implementar novas leis em 2011 e a União Européia está revendo suas leis de proteção à propriedade intelectual.

O Digital Music Report 2011 preparado pelo IFPI, publicado mundialmente em 20 de janeiro de 2011 e disponível para download aqui no site da ABPD no seguinte link: http://abpd.org.br/downloads/IFPI_Digital_Music_Report_2011_2.pdf, apresenta uma visão geral abrangente do segmento de música digital no mundo.

A publicação revela que a preferência do consumidor pelo acesso à música pelos canais digitais continuou a crescer em 2010. Novos modelos por assinatura, de fácil utilização, como Spotify, Deezer e Vodafone, complementam as centenas de serviços de download já disponibilizados aos fãs de música. As gravadoras também se associaram à Provedores de Acesso à Internet (ISPs) e operadoras de telefonia móvel para oferecer serviços de música na Irlanda, Taiwan, Itália, Coréia do Sul, Dinamarca, Noruega e Suécia

Segundo estimativas, as receitas de música digital cresceram aproximadamente 6% em todo o mundo em 2010, totalizando US$4,6 bilhões, correspondentes a 29% das receitas das gravadoras no ano de 2010.

As iniciativas da indústria também vêm ajudando o desenvolvimento desse negócio legítimo. O serviço Limewire, maior fonte de downloads ilegais dos EUA, foi declarado ilegal, e o Mininova, importante serviço de BitTorrent, deixou de operar. O serviço The Pirate Bay foi bloqueado por um tribunal da Itália e as condenações penais de seus operadores foram confirmadas pela Corte de Apelações da Suécia.

Apesar desses avanços, porém, a pirataria na música digital continua a corroer as receitas da indústria, afetando os níveis de emprego, investimentos em novas músicas e a escolha do consumidor. O relatório apresenta uma análise abrangente da escala e do impacto do problema. A saber:

·         Um número menor de novos artistas vem alcançando sucesso mundial. O total de vendas dos novos artistas classificados na lista dos 50 álbuns mais vendidos no mundo em 2010 foi de apenas 25% do nível alcançado em 2003.

 

 

·         Mercados importantes de música, como o da Espanha e do México, foram especialmente prejudicados. Na Espanha, onde as vendas de músicas caíram aproximadamente 22% em 2010, nenhum novo artista local entrou na lista dos 50 álbuns mais vendidos no país, comparado a 10 em 2003.

 

 

·         O nível de emprego está comprometido nas indústrias criativas. Pesquisas independentes realizadas em 2010, pela Tera Consultants, com o apoio de associações de classe, revelaram que 1,2 milhões de empregos poderão ser perdidos somente nas indústrias criativas da Europa até o ano 2015 se nada for feito para combater a pirataria.

 

Frances Moore, diretora executiva do IFPI, afirmou que: “Muitos governos estão reconhecendo a necessidade de medidas proporcionais e eficazes para deter a pirataria. No ano passado, França e Coréia do Sul implementaram sistemas de avisos e sanções dissuasivas que, pela primeira vez, contaram com a participação de provedores de acesso à Internet (ISPs) para a redução de violações P2P em suas redes.

 

Iniciativas similares estão em andamento no Reino Unido, Nova Zelândia e Malásia. A União Européia está revendo sua legislação pertinente. Cresce a expectativa por uma solução definitiva, e isso é motivo para otimismo.

 

Nesse início de 2011, a pirataria na música digital e a falta de mecanismos adequados para combatê-la, continuam a ser as maiores ameaças ao futuro das indústrias criativas. Existem excelentes novas ofertas legítimas de músicas em todo o mundo, que oferecem aos consumidores inúmeras formas de acesso à música. Porém, eles operam em um mercado dominado pela pirataria, e não sobreviverão a menos que sejam tomadas providências para combater esse problema fundamental. Esse é o desafio e a oportunidade diante dos governos para o ano 2011.”

 

Top 10 “Singles” Digitais no Mundo

A artista Ke$ha ficou em primeiro lugar na lista dos 10 maiores “singles” de 2010, com 12,8 milhões de cópias vendidas. Isso se compara com as 9,8 milhões de cópias vendidas do “single” Poker Face de Lady Gaga, colocado em primeiro lugar em 2009.

 

Artista

Título

Vendas (m)

1

Ke$ha

TiK ToK

12,8

2

Lady Gaga com part. de Beyoncé

Bad Romance

9,7

3

Eminem com part. de Rihanna

Love The Way You Lie

9,3

4

Lady Gaga

Telephone

7,4

5

Usher com part. de Will.i.am

OMG

6,9

6

Katy Perry

California Gurls

6,7

7

Train

Hey, Soul Sister

6,6

8

Justin Bieber

Baby

6,4

9

Black Eyed Peas

I Gotta Feeling

6,1

10

Paramore

crushcrushcrush

6,1

 

 

 

Para mais informações, entre em contato com:

Adrian Strain/Alex Jacob

IFPI Communications

+44 (0)207 878 7935

Press-office@ifpi.org

 

 

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